
Vou trancar-me no quarto, me jogar na casa e agarrar o travesseiro. Mas agarrar tão forte, como se fosse um abraço de um doce reencontro que por muito tempo foi loucamente desejado. E com o travesseiro em meus braços, vou te imaginar. Imaginar que um dia você esteve ali, preso em meus braços, e tão tristemente se foi. Uma partida tão indesejada por mim e que deixou muita dor. Dor na qual eu vivo hoje.
Rolo de um lado para o outro procurando algo que possa me tranqüilizar e me fazer dormir, mas não sei bem o que possa ser. Só tenho certeza de uma coisa. Se você estivesse presente aqui conseguiria dormir em paz. Mas agora só resta sua ausência, e ela me faz mal e me tira o sono.
Largo o travesseiro pra parar de pensar em você. Mas nada tira você de mim. Conto carneirinhos pra distrair minha mente, mas no 16° carneirinho perco-me da conta e sua imagem volta a torturar-me. Olho o relógio. Já são 4:30hr da manhã. Daqui a pouco tenho que me levantar pra seguir em frente, e essa noite que passou é apenas mais uma na qual perdi meu sono por não conseguir encontrar paz. Não ter paz por não te ter e saber que ao levantar de manhã cedo você não estará ao meu lado e eu vou ter que seguir minha vida em você.





